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FINDINGS
Quiet knife is the moon
mooring on the lake
The one who mourns
is the one who touchs
the sullen silent
Threading cold needles to receive
the lavish lava of dreams;
the touchable typhoons to revere
The rest home
still keeps
lights on
I'm relenting;
I know.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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notei odeio escrever
já que me revejo
e disso tento sempre
algo válido que não
me compra mais
tão barato
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notei odeio escrever
já que me revejo
e disso tento sempre
algo válido que não
me compra mais
tão barato
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domingo, 17 de maio de 2009
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hoje meti Cartola na cabeça
o dia começou às quatro
da madruga que esfrega cuíca
dum simum dum passado falso
que nunca mandei brasa
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hoje meti Cartola na cabeça
o dia começou às quatro
da madruga que esfrega cuíca
dum simum dum passado falso
que nunca mandei brasa
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sábado, 4 de abril de 2009
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nossos ossos
sós
essa arquitetura corporal
lembrada apenas em cemitérios
mas vida mais que explosiva
calçada neles
em cores que só conhecemos
por restos alheios
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nossos ossos
sós
essa arquitetura corporal
lembrada apenas em cemitérios
mas vida mais que explosiva
calçada neles
em cores que só conhecemos
por restos alheios
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sábado, 7 de março de 2009
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porque o som da vitrola incomodava aquela noite. e eu era do contra, preferia uma estação do Uzbequistão, coisa que só vinha a la AM, e as válvulas do rádio deixavam ver um pouco do chão empoeirado. a vitrola, não.
saí da casa. o calor só existia na minha cama. a noite era sempre tão fora de tudo. e nela, pleno berço. caminhei ao redor da casa, percebi que eu poderia sintonizar estação de ruído mínimo. mas era eu quem punha a vitrola.
tornei-me medo de mim. das coisas que queria fazer e não fazia. não, medo das coisas que não fazer e fazia. eu tinha muita vodka, e nenhum gelo, por exemplo. e quantos médicos me proibiram de morrer.
aí voltei e sintonizei a estação. deitei e vi calor laranja das válvulas antigas mostrarem chão imundo. eu deitado. e lá fora da casa era poeirão, mato morto, as estrelas até davam algum sentido. não em mim, por enquanto. mas todas juntas e mortas no berço que eu maquiara como porto-seguro, o rádio, a estação. era a vitrola nem mesmo eu?
saí da casa. o calor só existia na minha cama. a noite era sempre tão fora de tudo. e nela, pleno berço. caminhei ao redor da casa, percebi que eu poderia sintonizar estação de ruído mínimo. mas era eu quem punha a vitrola.
tornei-me medo de mim. das coisas que queria fazer e não fazia. não, medo das coisas que não fazer e fazia. eu tinha muita vodka, e nenhum gelo, por exemplo. e quantos médicos me proibiram de morrer.
aí voltei e sintonizei a estação. deitei e vi calor laranja das válvulas antigas mostrarem chão imundo. eu deitado. e lá fora da casa era poeirão, mato morto, as estrelas até davam algum sentido. não em mim, por enquanto. mas todas juntas e mortas no berço que eu maquiara como porto-seguro, o rádio, a estação. era a vitrola nem mesmo eu?
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sábado, 28 de fevereiro de 2009
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daí ela perguntou
afirmou sobre males
solidão em excesso
nunca ótica desse jeito:
mas coisa de espaço livre
explosão num certo inverso
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daí ela perguntou
afirmou sobre males
solidão em excesso
nunca ótica desse jeito:
mas coisa de espaço livre
explosão num certo inverso
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
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hoje morreu puta que nunca amei
menos conheci
manhã nascerá outra
que nunca eu praxe
e silêncios nossos
nos aumentam
ora...
tenho-as
infinitas
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hoje morreu puta que nunca amei
menos conheci
manhã nascerá outra
que nunca eu praxe
e silêncios nossos
nos aumentam
ora...
tenho-as
infinitas
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
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vila na costa beira-mar. impressionado com boa neblina, de verdade uma de reduzir o carro à tartaruga. redizia eu mesmo o perdido, o louco por isolamento. e imaginaria que encontraria a solidão autêntica, em braços de nuvens e rostos animais com cicatrizes e mulheres com cabelos desgrenhados? aí mandei par de ovos, torrada e presunto, cerveja, coisa se quiser conhecer idade do inferno, e o contraste era de foder. eu já gostava dali, eu já queria me afogar no mar, mas tragar um cachimbo com fumo autêntico do porto. um fumo autentico do porto. fumo e afundar. eles até tinham uma sala que servia de biblioteca, com as melhores merdas do mundo. Ei, vocês tem uma biblioteca aqui?, Hahahahahaha. e voltei ao jarro de cerveja que guiara tantos à morte.


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sábado, 31 de janeiro de 2009
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talvez eu me lembre quando quis cabo de laranja interessante a se fazer caneta poética, patética. textos pretensiosos, disparate de qualquer bêbado inexperiente, sem assunto, um humano. e logo pulava pra ela, sexo seguro para bom jorro de gozo. depois, ainda na escalada, livro sendo tocado com a mão cheia do líquido da fração, porque assim que se entretia, olhava para uma mulher que elegia alguma candidata de algo simples que mente percorria e ao mesmo tempo se livrava dos diálogos, aqueles diálogos, bem diálogos, que dum mijo de cão fedia. e recinto se tornava mesmo grande. então conversas, filmes, a europa em comum, os bares nos porões, as boas transas, a cultura, as moedas fortes, o elitismo: todo caminho para chegar à mediocridade do presente (e até nos esquecíamos dos elementos de amargura, que eram tantos). sim, muita.
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sábado, 24 de janeiro de 2009
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e desse jazz de pessoas
na casa cheia de show
vou prum filme de fotografia
de esplêndida solidão
essa festa minha só
luz pouca de foto sépia
há espaço para existir
tanto basta
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e desse jazz de pessoas
na casa cheia de show
vou prum filme de fotografia
de esplêndida solidão
essa festa minha só
luz pouca de foto sépia
há espaço para existir
tanto basta
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sábado, 10 de janeiro de 2009
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ela não acordava, mas sabia que estava bem. estava bem só enquanto dormia. era a benção do inferno.
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esgandanhada. visão torta, de louca. cena vinha de antes, uma vez que a vi no banco, folhas bem em volta do banco. secas. fazia ritmo. esmagando-as. esmagando outono. pés mais que ágeis, pois fugira esquecendo mundo de merda. era coisa de se escrever.
daí no sábado me chamou prum prurido almoço, escutar vinil e meter na sala. foi normal. fiquei aliviado.
noite chega, acabo de acordar, pois bebo mesmo quando sou visita, e lá nova cena: canto da sala do porta-guarda-chuvas, encostada no latão, numa posição que diabo algum agüentaria. fui separá-la do latão que cortava carne e achei aquilo que viria mesmo a se complicar, e eu apenas a queria íntegra, na sala, quieta como a sala, como o apartamento quieto no bairro quieto, nós silenciados.
logo não teria mais isso.
no sofá, que deitada ela podia, fiquei nível abaixo. rosto ainda desmaiado. eu, ali, guardião da escrava de remédios para o bem-estar mental, com uma capa de cd, fickle pickle, esticando e cheirando minhas memórias, insueto, entre sem saber quando abandoná-la. sem saber que não conseguiria tentar outro apartamento, outra louca.
daí no sábado me chamou prum prurido almoço, escutar vinil e meter na sala. foi normal. fiquei aliviado.
noite chega, acabo de acordar, pois bebo mesmo quando sou visita, e lá nova cena: canto da sala do porta-guarda-chuvas, encostada no latão, numa posição que diabo algum agüentaria. fui separá-la do latão que cortava carne e achei aquilo que viria mesmo a se complicar, e eu apenas a queria íntegra, na sala, quieta como a sala, como o apartamento quieto no bairro quieto, nós silenciados.
logo não teria mais isso.
no sofá, que deitada ela podia, fiquei nível abaixo. rosto ainda desmaiado. eu, ali, guardião da escrava de remédios para o bem-estar mental, com uma capa de cd, fickle pickle, esticando e cheirando minhas memórias, insueto, entre sem saber quando abandoná-la. sem saber que não conseguiria tentar outro apartamento, outra louca.
ela não acordava, mas sabia que estava bem. estava bem só enquanto dormia. era a benção do inferno.
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domingo, 28 de dezembro de 2008
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preciso do menor atalho
entre eu e idéia estendida
parece pouco
mas a cada letra
que vingo palavra
não há mais nada de poema
contradição árdua
até clama reino
o pior é que não reclamo
vou ao fluxo
só que idéia primária já era
e alfabeto de esquina
sorri-me mais
do que idéia áspera que agora me dita:
adeus aos bons escritores
.
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preciso do menor atalho
entre eu e idéia estendida
parece pouco
mas a cada letra
que vingo palavra
não há mais nada de poema
contradição árdua
até clama reino
o pior é que não reclamo
vou ao fluxo
só que idéia primária já era
e alfabeto de esquina
sorri-me mais
do que idéia áspera que agora me dita:
adeus aos bons escritores
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domingo, 16 de novembro de 2008
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saber menos sobre abandono
só nem menos
então sobre se saber horas dos dias
basta eu: engenho de próprio lançamento:
o pátio e silêncio
sou bem eu o custo da construção
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saber menos sobre abandono
só nem menos
então sobre se saber horas dos dias
basta eu: engenho de próprio lançamento:
o pátio e silêncio
sou bem eu o custo da construção
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sábado, 1 de novembro de 2008
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relógio assim, sabem tão pouco, funciona difícil. eu vejo contaminação no meu tempo. seguro mais eu seria que ela. éramos que nem queríamos conversas reais. apenas teatro de pensamentos. o meu trivial de querer saber mais sobre se equação se resolveria. ela me olhava, me olhava e se virava. chegava a cuspir.
muito bem decidido, uma vez, perto de estrada vazia, pois implica mundo vazio, e nós sempre vazios: alinhamento para possível pacificação e escolha de buda e estrelas mortas, parei o carro, desci. a estrada era vicinal. ela desceu. buscávamos-nos em imperfeição. ódio já cobria há muito nossos nós.
fui comendo e boceta se molhou como nascimento molha todos. suficiente. queríamos luz mínima. disfarce inútil do que acontecia entre nós. queríamos rouco de respiração e réquiem. mas não tínhamos coragem de viver refrões in dor. só queríamos nos desgraçar um tanto juntos, pelo tempo que fosse, pois conseguíamos ser miseráveis solitários numa etnia calorosa de ajuda.
tentei explicar. para ela, e alguns espelhos.
continuamos assim, porém, com alguns valores.
e a estrada hoje não é mais nada.
nunca mais nos permitimos coragem.
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relógio assim, sabem tão pouco, funciona difícil. eu vejo contaminação no meu tempo. seguro mais eu seria que ela. éramos que nem queríamos conversas reais. apenas teatro de pensamentos. o meu trivial de querer saber mais sobre se equação se resolveria. ela me olhava, me olhava e se virava. chegava a cuspir.
muito bem decidido, uma vez, perto de estrada vazia, pois implica mundo vazio, e nós sempre vazios: alinhamento para possível pacificação e escolha de buda e estrelas mortas, parei o carro, desci. a estrada era vicinal. ela desceu. buscávamos-nos em imperfeição. ódio já cobria há muito nossos nós.
fui comendo e boceta se molhou como nascimento molha todos. suficiente. queríamos luz mínima. disfarce inútil do que acontecia entre nós. queríamos rouco de respiração e réquiem. mas não tínhamos coragem de viver refrões in dor. só queríamos nos desgraçar um tanto juntos, pelo tempo que fosse, pois conseguíamos ser miseráveis solitários numa etnia calorosa de ajuda.
tentei explicar. para ela, e alguns espelhos.
continuamos assim, porém, com alguns valores.
e a estrada hoje não é mais nada.
nunca mais nos permitimos coragem.
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sábado, 25 de outubro de 2008
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claro
vou perder tudo
construo tal já
empenho altivez
descarto e desprezo
quem não eu sei
assim
de primeira forma
para gerar todas as formas
de quem sei eu
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claro
vou perder tudo
construo tal já
empenho altivez
descarto e desprezo
quem não eu sei
assim
de primeira forma
para gerar todas as formas
de quem sei eu
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domingo, 19 de outubro de 2008
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bandeira da casa na praia cinza
vento de acordo repisa que isolamento
é bom respiro
chego
entendo
durmo bem
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bandeira da casa na praia cinza
vento de acordo repisa que isolamento
é bom respiro
chego
entendo
durmo bem
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sábado, 11 de outubro de 2008
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eu me lembro e dizia que velha santa dizia, Bom que terminamos assim, aí te pegava pela mão no vão da casa de barro. cão não fazia pio. a estrada era minha, depois sua, depois sol-pai vinha nos apaziguando
e ia embora
como nós íamos
você foi
eu fui
quase tudo
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eu me lembro e dizia que velha santa dizia, Bom que terminamos assim, aí te pegava pela mão no vão da casa de barro. cão não fazia pio. a estrada era minha, depois sua, depois sol-pai vinha nos apaziguando
e ia embora
como nós íamos
você foi
eu fui
quase tudo
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
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vez numa vez construí mais fantasmas que costume
essa mesma vez como marca no tempo
recurso-pretérito salva e destrói
tanto eu muro ou graveto
provo e respondo
lençol de silêncio
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vez numa vez construí mais fantasmas que costume
essa mesma vez como marca no tempo
recurso-pretérito salva e destrói
tanto eu muro ou graveto
provo e respondo
lençol de silêncio
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